quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Mais que PAIXÃO!

Fico impressionada.

É tanta minha admiração que me surpreendo em certos instantes. Isso é grande. Muito grande.

Deixe-me tentar explicar tal sentimento.

A mão vai de encontro à parede, como se resolvesse algo.Os objetos próximos passam a voar pelo ar e vão longe, somente o copo tem a permissão da companhia, na verdade, tem a obrigação de permanecer comigo, e cheio.

As palavras chulas fluem como algodão-doce em festa infantil.

A voz se modifica, torna-se dura, ofensiva, perde a delicadeza.

Atenção? Só lá. Eu diria que quase nada me tiraria a concentração.

Mas claro! Sou muito exigente.

Odeio os palpites inúteis que sempre surgem bem na hora decisiva, desnecessário e irritável, eles não poderiam existir, definitivamente.

Ah! Narrador é importantíssimo, só que confesso, adoro escutar os piores, tenho tesão em criticá-los, e como o faço bem.

O cenário também é de se destacar: aquela cor chamativa da grama me faz sentir seu cheiro, sua textura, delícia! Aquela adrenalina, as vozes em uníssono, as palmas coordenadas. Ah! Excitante. Não há como não se apaixonar.

Másculo? Pode ser. Mais preconceituoso, eu diria. Não ligo, não disfarço, não tento controlar minhas sensações. Assustador sim. Mais macho que muito homem, mas menininha.

Chego, agora, ao ponto principal. Fatídico. A escolha.

Muito cuidado, extremo cuidado. Você entende o que isso significa?

Não é algo qualquer. Essa opção vai ser parte do seu ser, da sua personalidade, do seu espírito, da sua essência. É profundo.

Não é só uma característica ou um mínimo detalhe. Tenha consciência de que você é julgado, conceituado, amado ou banido por essa decisão. Pode unir ou causar divisões. As conseqüências podem ser desastrosas. O que não é o meu caso, eu soube ser inteligente.

Pois bem. Boa sorte. (Alguns vão precisar muito, outros só existem por causa dela.)

Depois vem o momento, aquele que você marca, espera ansiosamente. Toda semana. É compromisso certo. Ninguém, ninguém mesmo, pode me tirar esse gosto.

Eu sempre espero que seja uma disputa bonita. Mas nem sempre é assim, e quase sempre por culpa do adversário. Ah, como me aborrece aqueles que não sabem o que estão fazendo ali. Ganham um salário que o mundo deseja e, por falta de talento, estragam minha diversão.

Tem também os personagens mais atrativos. E como são. Podem ser por vários motivos: estética, ginga, experiência, ousadia e nome, isso é gritante. Os meus preferidos são alguns poucos, não é fácil me cativar, tem que ser muito competente, ou só lindo.

Os meios? No vídeo, no radinho, no telefone, de longe, de perto (muito perto), é muita emoção. Com a galera? Não é aconselhável para mim. Atrapalha, de lá e de cá.

Reclamações? Sim, inúmeras. Mas não pelo meu, pelos outros. O meu só me dá alegrias. Alguns imprevistos acontecem, faz parte do todo, todavia, ele é o melhor e me dá a felicidade que tanto procuro. Pelo menos com ele a satisfação é garantida. Fato!

Ah, paixão. Vício. Vida.

Salve o meu Tricolor Paulista!

Esse é o meu tão querido e saboroso FUTEBOL!

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